Albardas e Alforges... nunca vi nada assim! Minto... já vi!
Quarta-feira, 30 de Junho de 2004
O embaixador de mão... e dos "servicinhos"!

Num texto publicado, em primeiro lugar, no Albardeiro:- Albardas e Alforges... nunca vi nada assim!, de finais de Dezembro de 2003, depois republicado, aqui neste BLOG (só ALBARDEIRO; - os dois BLOGs tem o mesmo gestor/autor), tivemos o "grato prazer"! de apresentar alguns dados curriculares da equipa que, nos últimos anos, tomou conta da administração dos EUA, no fundo, dos "destinos" da política mundial. Tendo em conta, que o trabalhinho ainda não está completo, visto que a nomeação de Negroponte indicia esta suspeita, o "POST" que se segue vem relembrar, novamente, quem são essas figuras, com destaque para o dito embaixador.


Outra vez....


Como escreveu à uns meses atrás *Sérgio Kalili : - Para defender a democracia contra o "eixo do mal", o presidente Bush escolheu a dedo uma equipa envolvida até ao tutano no caso Irão-Contras. Em nome da democracia e do bem, George W. Bush desrespeita direitos, (re)escreve leis e autoriza a CIA a matar. Sem a Guerra Fria, vamos à guerra ao terrorismo. Está na vez dos iraquianos, depois poderá ser a vez de colombianos, venezuelanos, norte-coreanos... (é verdade que alguns precisam de umas palmadas no rabo).Para isso, o presidente americano juntou o que há de mais encarniçado e de "linha dura", e pela forma como foi proclamado vencedor das eleições, ninguém esperava dele coisa diferente. Vamos então olhar algumas das figuras dessa equipa, de certo modo, um pouco sinistra que tem incendiado o mundo a todo momento.


John Poindexter, almirante aposentado, é o director do Information Awarness Office do Pentágono e criador do TIA (Total Information Awareness), programa que (está) vai vasculhar a vida dos 290 milhões de habitantes dos EUA para "evitar ataques terroristas", "identificar o inimigo". Como em muitos outros casos de estranha intimidade entre sector privado e sector público, Poindexter deixou a Syntek Technologies, uma contratada do governo americano, para assumir o novo posto. Foi conselheiro de Segurança Nacional do ex-presidente Ronald Reagan. A Justiça condenou-o por conspiração, por mentir ao Congresso e destruir provas relativas ao escândalo Irão-Contras. Em 1990, o Congresso concedeu-lhe imunidade em troca do seu testemunho. Ele é um ardente defensor da política de desinformação, esquema que há muito tempo faz parte do cardápio dos governos americanos. Quando conselheiro nacional de Segurança de Reagan, defendeu a desinformação como ferramenta legítima para o avanço de interesses americanos.


John W. Rendon, director executivo do The Rendon Group, não tem cargo oficial, mas as suas ligações no alto escalão rendem-lhe poder e contratos milionários e fazem dele figura influente no governo Bush. Começou do "outro lado". Foi director executivo de política nacional do Partido Democrata, director de gabinete do ex-presidente Jimmy Carter e analista político da BBC World TV. Mas, de repente, decidiu trabalhar arduamente para quem paga melhor. Nos últimos dez anos, o grupo de Rendon recebeu mais de 100 milhões de dólares do governo para provocar instabilidade no Iraque, manter o apoio internacional às sanções económicas àquele país (ao contrário dos relatórios de pesquisadores de Harvard e outras instituições considerarem essa política de uma crueldade indefensável) e preparar o público americano e mundial para a guerra. Explica um dos membros da equipa de Rendon sobre a campanha de instabilidade contra o Iraque: A cada dois meses existiria um relato sobre bebés famintos no Iraque". E continua: "A exibição da foto das atrocidades (iraquianas) e o vídeo tinham sido mostrados em doze países. Era tudo parte da campanha concebida para manter as sanções". E, quando Bush-pai saía esbravejando que soldados iraquianos estavam roubando bebés de incubadoras de hospitais iraquianos, provou-se que era tudo fabricado. Hoje, o filho fala das poderosas armas de destruição em massa de Saddam, e ano após ano, em nome da ¿democracia¿ e dos "direitos humanos", os EUA conseguiram endurecer o embargo, proibindo até a ida de insulina para os diabéticos. No princípio do ano, antes da invasão, o grupo americano Voices in the Wilderness foi processado pelo Tesouro americano por levar medicamentos aos iraquianos.Rendon está presente em quase toda acção militar americana. Diz o editor Franklin Foer, da revista The New Republic: "Durante a invasão do Panamá, ele abrigou-se com líderes da coligação anti-Noriega. Na Guerra do Golfo, montou uma filial na Arábia Saudita para trabalhar em nome do emir exilado do Kuwait. Terminada a guerra, a CIA contratou-o para enfraquecer o poder de Saddam Hussein e promover os seus oponentes. Também ajudou nos conflitos do Haiti, Kosovo, Zimbabwe e Colômbia." Outro exemplo do trabalho de Rendon e da sua empresa foi a exibição na televisão, mundo afora, de um balde com pó branco, supostamente 50 quilos de cocaína, na cozinha do general Manuel Noriega, e outro balde com sangue aparentemente para ser usado em ritual de vudu. Mais tarde revelou-se que os baldes continham apenas ingredientes usados na preparação de um tradicional prato panamiano.Segundo fontes do Pentágono, desde o ataque de 11 de Setembro Rendon já embolsou a pequena fortuna de 7,5 milhões de dólares por serviços prestados à recente "guerra contra o terror".


John Dimitri Negroponte, embaixador americano na ONU, protegido do general Colin Powell, está à frente, junto com este, de muitas negociações entre Iraque, ONU e aliados. A sua nomeação sofreu inúmeros adiantamentos no Senado por causa da sua ficha. A nomeação de Negroponte por Bush-filho recebeu apoio público de outra figura malquista pelos direitos humanos: Henry Kissinger.Negroponte tem um passado obscuro e, como embaixador na ONU, soa um pouco estranha a ideia de que possui aval para condenar outras nações por abuso de direitos humanos. Pesa sobre ele a acusação de acobertar atrocidades cometidas pelas forças armadas das Honduras, quando embaixador naquele país nos anos da "Guerra Suja", de 1981 a 1985, durante a administração Ronald Reagan. País vizinho à Nicarágua, as Honduras tiveram um papel-chave como base no apoio aos "contras". Negroponte chegou a ser chamado por parte dos média como o boss da operação "Contras". Nos anos 80, centenas de hondurenhos foram sequestrados, torturados e assassinados pelo Batalhão 316, unidade secreta do Exército treinada pela CIA. Documentos então confidenciais, agora abertos ao público e outras fontes, mostram que a CIA e a embaixada americana tinham conhecimento de muitos crimes, incluindo assassinatos e torturas cometidos pelo Batalhão. Os Estados Unidos não só treinaram tais forças directamente, como pagaram para militares argentinos fazer parte do serviço sujo. "Os argentinos chegaram primeiro e ensinaram como desaparecer com uma pessoa. Os americanos tornaram-nos mais eficientes", disse Oscar Álvarez, ex-oficial das forças especiais das Honduras. A administração Reagan lutou com todas as forças e métodos contra o regime dito "marxista" da Nicarágua e contra os rebeldes de esquerda em El Salvador, Guatemala e Honduras. Somente na Guatemala, 200.000 pessoas morreram na "Guerra Suja". Honduras foi usada por Washington como principal base para essa luta clandestina. Em 1981, Jack Binns, embaixador nas Honduras, foi substituído à pressa por Negroponte, depois de alertar o Departamento de Estado (estava doido concerteza) sobre a violência contra o país. Com essa mudança, a ajuda militar às Honduras saltou de 3,9 milhões, em 1980, para 77,4 milhões de dólares em 1984. Povoada por equipamentos e pessoal americanos, Honduras passou a ser chamada de "USS Honduras". Disse Negroponte: "Não acredito que foi um problema de política governamental ou de direitos humanos". E acrescenta: "Existia uma tendência positiva do país em direcção à democracia". O director da Human Rights Watch/Americas, José Miguel Vivanco, apelidou Negroponte de "o embaixador avestruz".


Otto Reich, outra figura importante na batalha contra os "comunistas" e, agora, contra "terroristas", é o enviado especial à América Latina. Reich trabalha directamente para a conselheira nacional de segurança, Condoleezza Rice. No final de 2002 assumiu essa nova tarefa, que não requer confirmação do Senado. Foi antes, de forma provisória, secretário assistente de Estado para Assuntos do Hemisfério Oeste. Pelo seu passado, não conseguiu o "sim" do Congresso para se manter no cargo. Também foi peça-chave no escândalo Irão-Contras. E escolhido pela CIA para dirigir o extinto Office of Public Diplomacy. Segundo investigações do próprio governo, o escritório de Reich "empenhou-se no planeamento de actividades de propaganda proibidas e secretas para influenciar os média e o público". Plantava notícias, criava inverdades, lançava desinformação e pressionava editores e directores da comunicação social em favor dos "contras". O objectivo era espalhar o medo sobre a Nicarágua e o seu governo de esquerda sandinista, influenciando o Congresso para manter o financiamento aos paramilitares.Os boatos do passado assemelharam-se muito às notícias divulgadas em relação ao Iraque. Na época, anos 80, o escritório de Reich promoveu a fábula de que a Nicarágua havia adquirido armas químicas de destruição em massa da União Soviética, e que jactos MIG soviéticos estavam a chegar à Nicarágua. Por causa disso, considerou-se a possibilidade de um ataque militar ao país de Sandino. Como a equipa não muda muito de Reagan e Bush-pai para cá, a política da desinformação mantém-se. E assim, quando o Pentágono afirmou que um de seus mísseis atingiu o local de encontro dos líderes da Al-Qaeda no Afeganistão, mas o que os habitantes locais juraram foi que as vítimas eram camponeses, quem estava a falar a verdade? E que as bombas eram ¿cirúrgicas¿ e não representavam perigo para nenhum dos 3, ou seriam 5, os milhões de habitantes de Bagdade?


Elliot Abrams, outro compadre do escândalo Irão-Contras presente no governo, é o actual. director do Conselho de Segurança Nacional. Abrams trabalhou como assistente do secretário de Estado, Ollie North, buscando fundos ilegais para os "contras". Em 1991, foi condenado depois de mentir ao Congresso americano a respeito do massacre, noticiado por jornais da época, na pequena aldeia salvadorenha El Mozote. Classificou a história de mentirosa, de propaganda comunista. Quando as Nações Unidas concluíram que 85 por cento das atrocidades na guerra civil de El Salvador foram cometidas por esquadrões assistidos pelo governo Reagan, Abrams respondeu: "O passado da administração em El Salvador é fabuloso". Mais tarde, Bush-pai concedeu-lhe o perdão.


Collin Powell, o general secretário de Estado, é adorado pelos média. "Pode Colin Powell salvar a América?", perguntava a Newsweek. E continuava: "A figura mais respeitada na vida pública americana". Até mesmo a Rolling Stone: Powell é "confiante", "cândido" e "um tónico ao espírito público". New York Times: "honesto, forte, inteligente, modesto e resoluto". Mas a sua história não é assim tão livre de controvérsia. A morte de civis durante a Guerra do Golfo e a invasão do Panamá são consideradas triunfos. O colunista do Washington Post Colman McCarthy quebrou o panegírico da imprensa: "Em nome da paz, matam-se mulheres e crianças que apareçam no caminho das políticas americanas...".Powell também sabia e esteve envolvido no escândalo Irão-Contras. Mais tarde reconheceu isso em testemunho por escrito ao Congresso. Lembrava, à dois anos atrás, David Corn, editor da revista The Nation, em Washington: "Eu descobri em primeira mão indícios de que Powell havia mentido numa tentativa de esconder o escândalo Irão-Contras". O general conseguiu de Bush-pai perdão para o seu antigo boss, o ex-secretário de Defesa Caspar Weinberger, acusado de obstruir investigações sobre o caso Irão-Contras. Com o perdão, Colin bloqueou qualquer tentativa de julgamento que pudesse ter consequências desagradáveis para ele e para o antigo chefe. Powell declarou: "Como conselheiro de segurança nacional para Ronald Reagan, trabalhei no duro, lutei muito para apoiar os "contras", os guerreiros da liberdade, que foram a resistência ao governo comunista de Ortega na Nicarágua". Mais, no início da carreira, ainda durante a Guerra do Vietname (embora não de forma explícita, o canal HISTÓRIA numa biografia sobre o general deixava no ar essa suspeita), o então major Colin Powell preferiu ignorar e encerrar denúncias de atrocidades e abusos contra civis vietnamitas ocorridos na vila de My Lai, em 1968. O caso ficou conhecido como "O Massacre de My Lai".


Donald Rumsfeld e Dick Cheney, secretário de Defesa e vice-presidente, respectivamente, parecem ainda mais o estilo cowboy. Rumsfeld vem da extrema direita. É intimamente ligado ao Centro para Política de Segurança, um pequeno grupo fundado por Frank Gaffneey, ex-oficial do Pentágono da Era Reagan que faz lobby por uma política armamentista, como o sistema de mísseis de defesa.Depois da eleição de Jimmy Carter em 1976, Rumsfeld passou pelo sector privado, onde enriqueceu. Tornou-se um CEO (chief executive officer) de sucesso em alta tecnologia e companhias farmacêuticas.


O vice-presidente Dick Cheney também enriqueceu quando no sector privado. Hoje é um milionário e influente homem do petróleo do Texas, tal como a família Bush. Foi secretário de Defesa de Bush-pai e designado vice-presidente das audiências no caso Irão-Contras. O homem é belicoso quando não se trata da própria pele. "Eu tinha outras prioridades, nos anos 60, do que o serviço militar"; "Polarização sempre traz resultados benéficos"; "Desnuclearização não é uma boa ideia".A linha ténue entre interesses privados e públicos é a marca de muitos na turma de Bush, principalmente nos sectores do petróleo e armas. Como secretário de Defesa de Bush-pai, Cheney redireccionou milhões de dólares em negócios governamentais para empresas privadas contratadas. Uma das que mais lucraram foi a Texas-based Brown & Root Services, especializada em logística militar. Depois da vitória de Bill Clinton, Cheney teve que deixar o governo. Mas não ficou muito tempo parado. Em 1995 tornou-se CEO da Halliburton Company, uma das maiores empresas de serviços em petróleo, proprietária da mesma Brown & Root Services. No meio as guerras, a companhia continuou e continua a fazer alguns dos mais lucrativos contratos com o Pentágono. Cheney tem vindo a ser acusado de usar contactos no governo para enriquecer. "Terão que questionar os interesses de Cheney, se a privatização tem realmente beneficiado o Departamento de Defesa ou as companhias privadas contratadas, como a Brown e Root", disse Tom Smith, director da ONG( sobre as ONGs já "demos" noutro "POST") Public Citizen, responsável na luta pela defesa do consumidor nos States. Na altura dos preparativos para a invasão, a revista do New York Times perguntou para o actor e activista ambiental Robert Redford: "Se Dick Cheney fosse um animal, qual seria?" Resposta: "Coiote". Desde que voltou, Cheney fez da luta pela protecção ao meio ambiente e da ecologia coisas completamente absurdas (diz-se que aquela de cortar as árvores também lhe pertence). Cheney não está sozinho.


Antes de assumir o posto de conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice foi directora por dez anos da Chevron Corporation, outra gigante do petróleo. E a ligação entre os dois... Uma dica: Cheney (diz-se) negociou o oleoduto para o transporte de petróleo bruto do mar Cáspio em nome da Chevron. O projecto estende-se do oeste do Kasaquistão ao mar Negro. E, agora, portas arrombadas, quem sabe se até ao Afeganistão.Se conseguirem resolver o imbróglio do Iraque, rices, dickes e bushes voltam o olhar para as outras reservas de petróleo do planeta... e elas estão logo ali ao lado.


*Convém dizer que Sérgio Kalili é jornalista, correspondente nos EUA de várias revistas brasileiras.


Atenção: os textos do Hugo continuam nos próximos "POSTs"



publicado por albardeiro às 19:39
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