Albardas e Alforges... nunca vi nada assim! Minto... já vi!
Sexta-feira, 17 de Setembro de 2004
Indignação

Provavelmente a “nossa” indignação não andará longe das palavras de uma canção, cuja autoria pertence ao agrupamento musical brasileiro Skank e que diz mais ou menos assim:


A nossa indignação


É uma mosca sem asas


Não ultrapassa as janelas


De nossas casas


Indignação indigna


Indigna inação.


 


Contudo, ele há coisas que estão cada vez mais indignas e o direito à indignação torna-se numa questão de cidadania e de honra. Por ser assim e sem mais comentários publico uma parte do texto de Rogério Rodrigues que serve de editorial na Capital de hoje, cá vai e por favor não se indignem...!


 


Há como que uma dimensão oligárquica neste Governo que leva a proteger os seus ´ad absurdum´ ( ver a escandalosa reforma de 18 mil euros de Mira Amaral, em contraste com a «conversa em família», em pose de Estado menor, de Bagão Felix). Não pode ser apenas coincidência que, no mesmo dia em que é denunciada por A Capital a reforma milionária de um ex-presidente da CGD, o ´Correio da Manhã´ noticie que um ser humano acaba de morrer à fome a cem quilómetros de Lisboa. Não é demagogia. É a realidade deste país levada ao extremo. As assimetrias avolumam-se. São mais as mesas cheias nos restaurantes de luxo que nos restaurantes populares.


Cresce a dor. Falta crescer a indignação. A classe política não só se mediocratizou como se divorciou, quase em definitivo, da realidade do país, do país profundo, adormecido e conformista. E vive-se e sobrevive-se na mentira. No insustentável peso da mentira. Mente-se na abertura do ano escolar, mente-se na colocação dos professores, mente-se nas taxas moderadores, mente-se na retoma artificial. E o Presidente da República que fez crescer até à vastidão estes campos de esterilidade, em nome duma virtual estabilidade, recolhe-se ao silêncio, numa mágoa de água corrente a lavar as mãos. Quanto a nós, parece que estamos todos a cuspir para o ar. Antes que a chuva caia.


 


Só para acabar!


Não quero a liberdade para ouvir promessas futuras.


Já fui paciente. Estou apressado.


Estou no presente.


Mas trago o passado na mente.


O aprendizado.


Acumulado.


 



publicado por albardeiro às 19:32
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4 comentários:
De De Tudo Um Pouco a 23 de Setembro de 2004 às 16:31
Gosta do país em que vive?


Sondagem em

www-de-tudo-um-pouco.blogspot.com


De Plancie Herica a 18 de Setembro de 2004 às 13:27
E os carritos de luxo que têm mais saída que os puntos, e o fim do sigilo que não aparece, e o cruzamento de dados que é uma miragem, e...
Cáspite!

Um abraço,
Francisco Nunes


De raiodevida a 18 de Setembro de 2004 às 12:17
Qualquer dia ficamos mesmo indignados a sério. Isto leva um bocadinho a aquecer, mas quando a tampa salta! Boa malha.


De H. do Pau a 18 de Setembro de 2004 às 02:14
este é novo

http://www.gandapau.blogspot.com/ (http://www.gandapau.blogspot.com/)


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