Albardas e Alforges... nunca vi nada assim! Minto... já vi!
Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2005
DESASSOMBRAMENTO... parte infinita!

Para além da actualidade de BOLONHA, existe entre nós (há anos) uma discussão recorrente, premente e eivada, que mesmo quando vem à tona de modo velado e contido inquieta estudantes, professores e pessoas envolvidas com a educação, a formação e os programas curriculares: devem as ESCOLAS (particularmente o ensino superior) e os seus cursos formar bons profissionais ou bons cidadãos? Trata-se, claro, de um tema que, deixado como pura polarização exclusiva, não faz muito sentido. Afinal, não está dito que o bom profissional e o bom cidadão se dissociem ou não possam caminhar juntos. Ao contrário, tudo leva a que se conclua que o profissional só pode ser efectivamente «bom» (isto é, competente, equilibrado, eticamente consistente) se for um «bom cidadão», isto é, se souber “colar” à sua actividade a perspectiva de pertença a uma comunidade. Porém, dado que vivemos numa época que tende a canonizar o mercado e a competição (e portanto a congelar o êxito profissional nele mesmo, cortando os seus vínculos com a cidadania), vale a pena não desprezar a contraposição. E, com base nela, perguntar se não nos devíamos esforçar mais para fazer com que a formação para a cidadania prevaleça sobre a profissionalização, especialmente quando desejamos encontrar um eixo capaz de estruturar o ensino e a escola.


O próprio modo de propor o tema, aliás, parece-nos já provocar uma contrariedade com a época e a sua cultura. Em clima de «globalização» e de radicalização do mercado, do individualismo e do esvaziamento utópico, não se vislumbra uma forma de impedir que as instituições da política e da cidadania sejam desvalorizadas. Com isso, torna-se mais difícil conseguir que as pessoas saiam da sua rotina calculista e competitiva para abraçar preocupações mais afeitas à «paixão», aos valores e ideologias, ao futuro, às opções gerais e à responsabilidade para com os demais. É o que podemos chamar de «despolitização»: desinteresse em pensar os temas fundamentais da existência colectiva. As questões políticas tornam-se, assim, assunto de especialistas e de políticos profissionais ( maioritariamente de duvidosa competência). Com o que se alarga o hiato que separa os indivíduos dos problemas básicos da sua sociedade e do seu Estado. Os cidadãos tornam-se personagens que certamente sabem os seus direitos mas minimizam as suas obrigações, pondo-se contra o governar, o poder, o lutar (por ideias e por interesses), o participar, o viver colectivo.


Atenção! Somos protagonistas de um mundo complexo, no qual as fronteiras do saber se modificaram muito. Não nos podemos contentar em dominar algumas técnicas e informações: precisamos de ir além, ser capazes de pensar criticamente e assimilar recursos intelectuais abrangentes. Precisamos, também, de aprender a trabalhar em termos prospectivos e de projectos de (e no) mundo. Não basta receber algumas pinceladas de razão instrumental ou adquirir «disciplina» para enfrentar o mercado. Devemos ser mais ambiciosos. Sabemos bem que a capacidade crítica de ver o mundo não se aprende na escola: nasce da vida e da práxis real. Na escola (em toda a escola, não só nos seus estágios mais avançados), porém, podemos acelerar e refinar esse processo, e isso desde que o ensino não seja reduzido a mero tirocínio técnico para a competição profissional. Caso contrário, a aprendizagem formal esvazia-se de sentido maior.


A politização não pode ser só a perspectiva do governo, nem dos profissionais da política: tem que ser assumidamente a perspectiva dos interesses sociais e da Polis. Com ela, temos melhores condições de pensar a sociedade em que vivemos e de avaliar as chances que possuímos de construir um mundo melhor, com governos melhores inclusivamente, mas sobretudo com pessoas melhores. A perspectiva da política permite que se mantenha vivo na agenda o problema de saber quem somos, por que estamos juntos e que objectivos desejamos alcançar (gostávamos de repetir algumas vezes esta frase). Permite que sejamos capazes de analisar os interesses que devem prevalecer entre nós, o padrão de desenvolvimento e de justiça social em que queremos viver, as acções a serem empreendidas para que se estabeleçam as bases da dominação e do consentimento...


Avivo no teu rosto o rosto que me deste, / E torno mais real o rosto que de dou. / Mostro aos olhos que não te desfigura / Quem te desfigurou. / Criatura da tua criatura, / Serás sempre o que sou. / E eu sou a liberdade dum perfil / Desenhado no mar. / Ondulo e permaneço. / Cavo, remo, imagino, / E descubro na bruma o meu destino / Que de antemão conheço: / Teimoso aventureiro da ilusão, / Surdo às razões do tempo e da fortuna, / Achar sem nunca achar o que procuro, / Exilado / Na gávea do futuro, / Mais alta ainda do que no passado.


(Miguel Torga, “Portugal”, in Antologia Poética, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 5.ª ed., 1999)


O DESASSOMBRAMENTO CONTINUARÁ...Milton LahuertaFernando de La Cuadra,  Aurélio Nogueira, Alessia Ansaloni, Leandro Konder, Guido Liguori, etc.



publicado por albardeiro às 00:08
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7 comentários:
De Paulo Teixeira a 5 de Março de 2007 às 19:53
Alerta?

Cidadãos e pessoas esclarecidas?

"...Por causa da grande besta obscura como intrigá-la nas nossas cidades cheias de intrigas..." (Jean Francoise Lyotard: Moralidades Pós-Modernas)


Os profissionais da civilização pertencentes à direcção do lar público "Fundação do Museu das Comunicações "valorizam não só os valores do mito analítico libertador, através dos seu sinais exteriores de ostentação: "...Exposição filatélica constituída por oito painéis, comemorativa do quinto centenário do nascimento de S. Francisco Xavier..." como também pretendem desenvolver uma nova cultura do mito analitico.


Sim? Uma nova cultura do mito analitico?

Estes profissionais pretendem em vão desenvolver uma nova cultura do mito analítico.

Na nossa contemporaneidade já não colocam os corpos dóceis que os expulsaram da grande rede dentro das igrejas mas sim dentro de museus.
O objectivo actual já não é sustentar acreditação do mito analitico mas sim desenvolver uma nova cultura do mito analitico.

Estes profissionais estão a substituir os valores do mito analítico libertador pelos valores não nascidos pelo seu labor intelectual mas sim pelos valores do mito analítico pós moderno de carácter antropológico.

Sim? Mito analítico pós moderno de carácter antropológico?

Os últimos profissionais o que pretendem na nossa contemporaneidade já não é colocar os corpos dóceis dentro dos mosteiros dando-lhes investigação que se direcciona para valores teológicos, vazios de conteudo permitindo dessa forma não questionarem a realidade em que se inscrevem, contribuindo desse modo para ascenderem gradualmente no sistema e dominá-la, mas sim pretendem valorizar estudos\investigação que se direccionem não para os valores do mito analítico libertador (vazios de conteudo) mas sim para valores sociológicamente perspectivados exemplo a casa do futuro "...Casa do Futuro Inclusiva - em permanente evolução..."

O que estes profissionais pretendem é desenvolver estudos, valorização da sua própria condição de existência dando investigação aos corpos doceis que se vectorizam não para uma realidade presente mas sociológicamente perspectivada contribuindo por essa via para que a realidade presente não seja posta em causa?

O que estes burgueses pretendem é que a realidade actual não seja posta em causa permitindo desse modo poderem ascenderem gradualmente no sistema como bem fizeram no passado acabando-a por a dominar?


Estes profissionais estão a tentar conectar-se com "Universidades" para desenvolverem de forma mais credível uma nova cultura do mito analitico.

Na nossa contemporaneidade não desenvolvem estudo , eventos religiosos, sessões eucaristicas no qual permite formar padres, bispos, monges, frades etc., mas sim estão a utilizar as "Universidades" para que os alunos que se encontram nessas escolas possam desenvolver uma investigação que não se direcciona para valores presentes mas sim sociológicamente perspectivados?

"...Exposição de trabalhos realizados,desde 2001, pelos alunos do Curso de Design de Equipamento,da Escola Universitária das Artes de Coimbra (EUAC), no âmbito das disciplinas projectuais da esponsabilidade da docente, Arquitecta Paula Trigueiros..."

O que estes profissionais na actualidade querem é não formar padres, bispos, monges, frades,etc., dando-lhes um conhecimento que se vectorizam para valores vazios de conteudo, valores escatológicos assentes na acreditação do mito analítico libertador,mas sim a única diferênça é que pretendem formar individuos na área do "Design" e não na área da "Teologia", dando-lhes um conhecimento que se direcciona não para valores escatólógicos mas sim sociológicamente perspectivados?


Vamos parar a evolução da casa do futuro e de todas as tentativas de quererem se conectar com a sociedade exemplo: "Escola Universitária das Artes de Coimbra".
Vamos acabar definitivamente com a tentativa de se criar uma nova cultura do mito analitico?


Abandonemos os interpretantes de análise da realidade, "mito analitico não libertador mas sim pós moderno de carácter antropológico para os interpretantes do mito sintético, conhecimento presente da realidade?

Argumentemos o fim de um pensamento analitico, valorizemos o desenvolvimento de uma cultura sintética?

Vamos expulsá-los??

Até Breve


Paulo Teixeira













Publicado por Paulo Teixeira at março 5, 2007 07:45 PM


De Paulo Jorge Soares Teixeira a 20 de Junho de 2006 às 18:20
Estou numa fase final de investigação no mestrado em ciências da comunicação na área da filosofia da comunicação pela Universidade Autónoma de Lisboa e estou a desenvolver a obra de Peter Sloterdijk nomeadamente o livro A mobilização infinita. Para uma critica da cinética politica.

O autor salienta no seu livro:


"...OS CIDADÃOS DO MUNDO MAIS RESOLUTOS JÁ MAL VIVEM NESTA REALIDADE PASSARAM A SER HABITANTES DO PAÍS DA COMPLEXIDADE APRESSADOS PASSAGEIROS EM TRÃNSITO DA CLASSE GRANDE VITESSE DESTE HOTEL DA TERRA..."


Esta mobilização deverá ser feita contra os novos burgueses que se instalaram nas micró-redes que pelo facto não terem conseguido resistir ao amadurecimento da geometria euclidiana sendo expulsos através da luta das armas pelos corpos dóceis (Foucault) acabaram de forma airosa \ oportunista fugirem da grande rede para as micro-redes neste caso estes burgueses encontram-se atomizados nomeadamente nas multinacionais financeiras que partilham ainda de sobremaneira o acesso aos verdadeiros processos de significação de desenvolvimento civilizacional.

Todos os cidadãos e pessoas esclarecidas pertencêntes à civilização ocidental deverá se mobilizar contra estes novos burgueses que não se encontram como no passado na grande rede mas sim nas micro-redes.
Os atletas da civilização Kant, diderot, rousseau, expulsaram estes burgueses da grande rede, actualmente estes indivíduos fujiram para as micro-redes para não serem excluidos dos verdadeiros processos de significação de desenvolvimento civilizacional por esse motivo todos os atletas da civilização em conjunto com os serventes da civilização deveram se unir para expulsar estes ditadores \ profissionais da civilização das micro-redes com o objectivo que a civilização ocidental se liberte definitivamente de todas as suas formas destrutivas.


O AUTOR SALIENTA QUE OS BURGUESES QUE SE ENCONTRARAM NA GRANDE REDE QUE DOMINAVAM POR COMPLETO OS VERDADEIROS PROCESSOS DE SIGNIFICAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO CIVILIZACIONAL JÁ NÃO SE ENCONTRAM NA GRANDE REDE, FUJIRAM DE FORMA AIROSA \ OPORTUNISTA PARA AS MICÓ-REDES DEVIDO AO FACTO DE TEREM SIDO EXPULSOS PELOS CORPOS DÓCEIS (FOUCAULT, MICHELE) DA GRANDE REDE QUE SE EFECTUOU ATRAVÉS DA LUTA DAS ARMAS,

EXEMPLO: NESTE CASO NA ALEMANHA OS OFICIAIS DO FUHER FORAM CHAMADOS AO TRIBUNAL INTERNACIONAL DE NUREMBERGA PELOS REPRESENTANTES ELEITOS PELOS CORPOS DÓCEIS A RESPODEREM PERANTE OS CRIMES QUE COMETERAM CONTRA A CIVILIZAÇÃO.
ACTUALMENTE OS BURGUESES QUE PERTENCEM À LINHAGEM HEREDITÁRIA DESTES DITADORES ENCONTRAM-SE NAS DIVERSAS MICRO-REDES, ONDE PRACTICAM O EXERCICIO VERTICAL DO SEU PODER COMO ÉRA PRATICADO NO PASSADO.

PARA ESSE EFEITO TODOS OS ATLETAS DA CIVILIZAÇÃO
DEVERAM SE MOBILIZAR CONTRA OS NOVOS DITADORES QUE JÁ NÃO SE ENCONTRAM NA GRANDE REDE MAS SIM NAS MICRÓ-REDES.

SÓ POR VOLTA DO ANO DE 2060 É QUE O EXERCICIO VERTICAL DO PODER DE TODAS AS MICRÓ-REDES TORNA-SE HORIZONTAL, NESTE MOMENTO ALCANÇAMOS UM VERDADEIRO ESTÁDIO SUPERIOR DE CIVILIZAÇÃO.

A LUTA DAS PALAVRAS EM DETRIMENTO DA LUTA DAS ARMAS ALCACARAM OS SEUS EFEITOS COMO AS GRANDES REVOLUÇÕES INÍCIADAS APROXIMADAMENTE À DOIS SÉCULOS E MEIO ADQUIRIRAM OS SEUS EFEITOS NA IMPLEMENTAÇÃO DO NOVO IDEÁRIO DEMOCRACIA NA GRANDE REDE.

É NESTE PERCURSO QUE NOS ENCONTRÁMOS ACTUALMENTE PARA DERRUBAR A VERTICALIDADE DO PODER INVISÍVEL DAS MICRÓ-REDES QUE AINDA PRATICAM A -VIGILÃNCIA PASSIVA- QUE DEVEMOS DE TRAVAR A LUTA DAS PALAVRAS SIM -VIGILÃNCIA PASSIVA- ESTES NOVOS BURGUERSES PROMOVEM OS VALORES PÓS-MODERNOS, GLOBALIZAÇÃO DA ECÓNOMIA, DO ENSINO DA SEGURANÇA SOCIAL MAS O ACESSO E EXERCICIO DO SEU PODER AINDA É VERTICAL. E PARA ESSE EFEITO ESTÃO DISPOSTOS PARA PERPETUAREM O SEU PODER PÕR EM PRACTICA TODAS AS FORMAS POSSÍVEIS EM QUE ESTA REALIDADE SOCIOLÓGICA AINDA LHES OFERECE PERMITINDO POR ESSA VIA QUE O SEU PODER NÃO SEJA POSTO EM CAUSA.

CIDADÃOS E PESSOAS ESCLARECIDAS PERTENCÊNTES À CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL EXISTE A NECESSIDADE DE SE PÕR EM MARCHA UMA MOBILIZAÇÃO INFINITA EM TODA A SOCIEDADE COM O OBJECTIVO DE EXPULSAR DEFINITIVAMENTE ESTES BURGUESES QUE SE ENCONTRAM ATOMIZADOS NAS MICRÓ-REDES.

UNÍVOS E LUTAI INFINITAMENTE.



De Albardeiro a 30 de Janeiro de 2005 às 13:25
Francisco, concordo com as suas observações. Aliás, todo o terceiro parágrafo do “post” remete para esses requisitos. Eu sei que já é lugar comum referir isto; mas se, em primeiro lugar, a formação e, em segundo lugar, a contratação de um professor, por parte de um estabelecimento de ensino, exigisse as seguintes competências:
· apresentar um bom domínio de conteúdos na disciplina que vai leccionar;
· apresentar um bom domínio de teorias de ensino e aprendizagem, e saber adequá-las ao conteúdo específico; articular o ensino da disciplina com outras áreas de conhecimento;
· apresentar um bom domínio no uso das tecnologia e discursos comunicacionais (multimédia) como ferramenta para a aprendizagem;
· ser um pesquisador dentro da sala de aula, capacitado a entender as diferentes estratégias desenvolvidas pelos alunos no processo de aprendizagem e as variáveis didácticas envolvidas em tal processo;
ser agente de transformação na sua escola, questionando estratégias de ensino e investigando novas alternativas para um melhor desempenho dos seus alunos; estar em permanente contacto com pesquisas e experiências na área de Educação, realimentando permanentemente a dinâmica do ensinar versus apreender.

Só mais uma achega: é urgente e necessário começar a investir na formação académica do professor. Tempos houve em que não havia diferença entre docente universitário e professor de liceu. Não conheço o desejável dos outros “espaços” de ensino para me pronunciar assertivamente todavia, posso falar do ensino superior, e esse tem desafios paradigmáticos!
A Universidade está inserida numa sociedade “mercantilista” e competitiva e não pode deixar de ser influenciada por esse perfil. Os seus alunos vêm desse meio e reflectem aqui os seus interesses profissionais, ou seja, é a instrumentalização da Universidade para a ascensão privada do indivíduo e um desvirtuamento de uma instituição pública. O que virá nos próximos anos e décadas depende, de a Universidade saber assumir o papel de responder às necessidades da sociedade, sem nos isolarmos nos gabinetes, mas com espaço para a investigação e um papel forte no processo de educação continuada - os meios técnicos mudam rapidamente; o importante é apoiar os conceitos e a essência.
Um abraço.


De Figueiredo a 30 de Janeiro de 2005 às 01:03
A escolha entre 2 senhores: ou agrada a um ou detestesta o outro

Em época eleitoral, os cidadãos aguardam da classe politica propostas concretas quanto ao seu futuro e ao futuro do país.............................................
São vagas as propostas que dizem, que o crescimento vai ser de 3, de 4 ou de 10 %................................................................................................................
Falar é fácil , concretizar é que nem todos conseguem......................................
Foi detectada pelo povo alguma inconsistência e alguns pontos ate incoerência na proposta do PS, que na ausência de argumentos tem optado pelo circo mediático em troca da discussão de propostas reais para os portugueses........................................................................................................
Com esta mediatização, não é fácil aos restantes partidos divulgar as suas propostas e meios para as concretizar................................................................
A mobilização de cada 1 neste acto é importante para todos, pois quem não vota nao terá futuramente moral para reclamar................................................
No voto, cada um deve expressar qual a proposta que vá mais de acordo à sua situação pessoal e familiar.................................
Deverá colocar de lado qualquer género de idolatria infundada, pois vejo inclusivé a igreja Catolica a apelar que Sócrates é charmoso...........................
Talvez. Mas gaiola bonita não enche a barriga ao canário. E idolatrar essa figura como um deus, quando ele no passado governamental nada mostrou, é de facto algo a meditar......................................................................................
Nunca gostei que igrejas se intrometam na vida politica e isso só revela que por detrás possam existir outros interesses...............................
Agora compete aos eleitores decidirem entre 2 rumos para a Nação :
-Guterrismo com todo o seu esplendor, regressando aos problemas do passado.
Ou
-Quem recuperou o país em apenas 2 anos e meio, do estrago provocado pelo Guterrismo em 6...................................................................................................

Voltando 2 anos e meio atrás na história:
- Guterres, Sócrates e o actual elenco Socialista abandonavam o país , deixando dívidas astronómicas às farmácias, ao ponto de estas ameaçarem com boicote aos medicamentos comparticipados............................................
- A empresa Somague parava a construção dos estádios por o governo não cumprir as obrigações........................................................................................
- O Hospital Amadora-Sintra reclamava ao estado vários milhões de dívidas....
- A Função pública temia que o estado estivesse descapitalizado a ponto de vir a falhar com ordenados e pensões de reforma...............................................
- Os cafés, talhos, peixarias, padarias, etc estavam às moscas por falta de clientes e de poder de compra.............................................................................

Felizmente a situação mudou............................................................................

Ainda foi possível baixar a idade da reforma de 65 para 60, originando um surto de novos reformados e respectivas consequências orçamentais............

Ficaram criadas condiçoes para durante a proxima legislatura haver financiamento na totalidade das propinas ate o aluno ter emprego.................

A comunicação social estrangeira comenta que Portugal só não está melhor por, desde Julho, se temer o regresso do Guterrismo ao governo e apelam inclusivé toda a prudência nos investimentos até ficar conhecido o resultado de dia 20 próximo..
Compete a cada eleitor meditar até lá, para que a cruz que inscrever no papel do voto seja o princípio de um novo Portugal cheio de esperança



De Plancie Herica a 30 de Janeiro de 2005 às 00:59
Ouço falar dessa discussão há, pelo menos, dez anos. É uma discussão profundamente armadilhada. A cidadania, a sua construção e o seu aperfeiçoamento não passam pelos currículos expressos de qualquer disciplina.
Vou ser franco: duvido de qualquer currículo que passe por 'cházadas'.
Poderia ir por outro lado... politicamente incorrecto, mas muito mais eficiente. A classe docente deve ter preocupações morais e éticas. Deve distinguir-se, deve ter autonomia face ao poder político, deve ter um comportamento exemplar em termos cívicos e deve ser activa intelectualmente.
Não se pode querer falar de educação para a cidadania e 'operarizar' a classe docente. Desvirtuá-la.
A educação para a cidadania passa pela existência de professores cultos e interessados, por professores que comentem uma peça de teatro, um livro...
A Educação para a Cidadania é um currículo oculto por excelência.


Resumindo, os professores devem preocupar-se com o carácter operacional das suas áreas disciplinares. Se forem bons nesse campo, se derem as suas aulas com rigor, o resto virá por acréscimo. Se forem respeitáveis, se forem civilizados darão sempre a sua melhor lição de cidadania aos alunos. Sem ser sumariada a sua lição de cidadania será perene.
Digo eu...

Um abraço,
Francisco Nunes


De Tinoni a 28 de Janeiro de 2005 às 19:30
1º Ministro- Jose Socrates , promete dar um rumo a portugal

Ministro-adjunto -Jorge Coelho , pede perdao ao povo de Entre_os_Rios pelo arrependimento de alguma vez querer tirar consequencias politicas da queda da ponte.
Promete que durante a proxima legislatura nao deixar cair a ponte nova , desde que em caso de mau estado receba 101 avisos em cima de sua secretaria,avisando que 100 avisos sao poucos.

Ferro Rodrigues- Ministro da solidariedade , promete fechar todos os lares de idosos que peçam ajuda a segurança social , á semelhança do que fez no governo de Guterres.

Paulo Pedroso- Ministro da educaçao, promete ate ao final da legislatura haver educaçao sexual em todas as escolas primarias e infantarios.

Fatima Felgueiras -Ministra das finanças , promete controlar o defice no seu saco AZUL.

Francisco Louça , Ministro da saude , promete fomentar excelente negocio a todas as clinicas e hospitais com o numero de abortos a praticar diariamente.

Jeronimo de Sousa- Ministro dos negocios estrangeiros, promete retirar o pais da C.E e da Nato , fazendo uma U.R.S.S com gabinete central em Portugal.



Joao Cravinho- Ministro das obras publicas , promete concluir as obras do metro no Terreiro do Paço , inaugurando a estaçao durante a legislatura ou tapando o buraco aberto.


Carrilho, ministro da conservaçao do patrimonio , extinguindo i IPPAR e construindo wc em todos os ministerios , começando com urgencia pelo da Solidariedade , nao vá o Ferro Rodrigues começar a escagaçar-se na justiça.

Quanto aos restantes ministerios , nao foram ainda selecionadas de dentro do partido , pois sao tantas as figuras ilustres que nao é facil a escolha.


Atençao , isto é uma brincadeira , quaalquer semelhança com a realidade , é pura coincidencia , mesmo GRANDE COINCIDENCIA.




De Pitoresco a 28 de Janeiro de 2005 às 19:08
De uma vez por todas e como vários conhecedores do assunto têm afirmado - a educação é a componente indispensável para o exercício da cidadania activa e a dimensão fundamental da qualidade do processo de construção democrática. Claro que estamos conscientes que não é só carregar no botão... a formação para a cidadania é um problema muito difícil, porque se trata de uma argumentação que não é apenas do ponto de vista lógico, científico, formal. É uma argumentação que passa pela ética, pela persuasão, pelo convencimento, pelo trabalho, por exigir responsabilidades, e acima de tudo, pela conquista das mentes.


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