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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007
A educação superior e a Universidade Pública de ensino a distância

Enquanto universidade pública de ensino a distância, a Universidade Aberta assume como missão fundamental formar estudantes que, por várias razões não puderam, no seu tempo próprio, encetar ou prosseguir estudos universitários. A Universidade Aberta, por outro lado, procura corresponder às expectativas de quantos, tendo eventualmente obtido formação superior, desejam reconvertê-la ou actualizá-la, o que significa que, por vocação, tentamos ir ao encontro das expectativas de um público adulto, com experiência de vida e normalmente já empenhado no exercício de uma profissão. Inserida no conjunto das universidades portuguesas públicas tem desempenhado papel preponderante na formação de professores e na leccionação de cursos de bacharelato, de licenciatura, de mestrado e de doutoramento em domínios das Humanidades, das Ciências de Educação e das Ciências Exactas e Tecnológicas.


A Universidade Aberta, desde o seu inicio, tem defendido e fomentado a importância da sua própria internacionalização. Neste sentido, tem uma participação activa em organizações internacionais, tanto no âmbito europeu como no âmbito mundial, como é o caso das seguintes redes:



  • • European Association of Distance Teaching Universities (EADTU), da qual é membro fundador;

  • • European Distance Education Network (EDEN);

  • • International Council for Distance Education (ICDE), organismo não governamental da UNESCO, do qual assumiu a presidência de 1997 a 1999;

  • • European Universities Association (EUA); • European Continuing Education Network (EUCEN); • Asociación de Televisión Educativa Iberoamericana (ATEI);

  • • International Council for Educational Media (ICEM)

Em Portugal, a Universidade Aberta é membro:



  • • do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP);

  • • da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP);

  • • da Associação das Universidades Portuguesas para a Educação Contínua (AUPEC).

A Universidade Aberta é o centro da rede Global Development Learning Network (GDLN), tendo para o efeito assinado um Memorandum de Entendimento com o GDLN em Julho de 2002. Esta rede une diversos centros à escala mundial com a missão de servir países menos desenvolvidos, através da implementação de programas de ensino a distância destinados a disseminar o conhecimento e, assim, promover a qualificação dos recursos humanos. Neste momento existem mais de 70 centros à escala Mundial.


No ano lectivo 2006/07 estão matriculados na Universidade Aberta cerca de 10500 estudantes. Verifica-se que, ao contrário da tendência a nível nacional, o número de estudantes matriculados na Universidade Aberta tem vindo a aumentar nos últimos anos. No ano lectivo de 2006/07 a Universidade acolheu 4013 novos estudantes. Destes, 1960 são novos estudantes residentes nos Palops, ascendendo, assim, a cerca de 3500 o número de estudantes da Universidade Aberta nos Palops.


No âmbito da rede Global Development Learning Network, a Universidade Aberta tem vindo a executar projectos de cooperação que permitiram a capacitação dos quadros timorenses nos vários sectores de actividade, nomeadamente nas áreas da educação, gestão e administração pública: a estreita colaboração com parceiros institucionais e com as autoridades locais permitiu que se tivessem desenvolvido mais de 50 cursos de formação, que se concretizaram em cerca de 1400 horas, abrangendo uma população de 1200 pessoas.


Decorrendo do “comprometimento” com o Processo de Bolonha, a UAb procedeu a uma re-edificação institucional, rearticulando e refazendo toda a oferta pedagógica ajustando-a à dimensão e às exigências do Ensino a Distância de nível universitário, tal como deve ser praticado por uma instituição de educação superior, acentuando a condição da Universidade Aberta como Universidade Pública de âmbito nacional e de extensão transnacional, empenhada em praticar o ensino a distância com qualidade. Disponibiliza uma oferta pedagógica sustentada por metodologias de ensino a distância, com uma dinâmica de orientação para uma comunidade muito alargada, envolvendo públicos-alvo de formação típicos de ensino a distância. Por isso, tem sido desenvolvido um grande esforço no sentido de reestruturar os cursos e cumprir o compromisso assumido de harmonizar os graus e de nos inserirmos num «espaço europeu de ensino superior» que facilite a mobilidade e a empregabilidade dos estudantes.


Na adequação ao Processo de Bolonha, os cursos de 1º Ciclo (licenciaturas), em vigor na Universidade Aberta, vão estar organizados no sistema maior/minor. O sistema maior/minor abre caminho a uma série de percursos curriculares possíveis, no âmbito dos cursos de 1º ciclo (licenciaturas), graças às combinações ou cruzamentos disponibilizados. A flexibilidade da estrutura curricular dos cursos permitirá que o aluno construa o seu próprio perfil de formação.


O compromisso com Bolonha permitiu à UAb definir um programa de desenvolvimento e inovação que tem passado pela sua requalificação como instituição de referência no Espaço Europeu de EaD e, simultaneamente, consolidado a sua liderança em Portugal no segmento. Como se sabe, o papel das universidades está a mudar profundamente e cada vez mais os serviços prestados não poderão restringir-se ao ensino formal, ou meso investigação pura. Assim, as e-universidades terão de diversificar, e muito, a sua oferta. A Universidade Aberta estabeleceu como meta introduzir serviços inovadores estando, neste momento, numa fase de aprofundamento do processo de virtualização e globalização com a introdução de serviços inovadores de aprendizagem ubíqua e transferência de conhecimento de acesso móvel.


A Universidade Aberta, enquanto instituição pioneira do Ensino Superior a Distância em Portugal e tendo em conta a sua responsabilidade como principal centro nacional de competência na área, foi desenvolvendo inestimável Know-how que lhe permitiu constituir a maior bolsa de oferta de cursos on-line do país. Presentemente, a Universidade é já considerada um dos mega-providers de e-learning europeus. Todavia, há que continuar a preparar o futuro, liderando a participação das instituições universitárias portuguesas no esforço de inclusão digital. Com a implementação do Programa Estratégico para a Inovação em Ensino a Distância (2006/2010), um programa concebido pelo Pró-Reitor para a Inovação, a Universidade Aberta pretende alcançar duas grandes metas até ao final da década:



  • • Colocar-se na vanguarda pedagógica e tecnológica do Ensino a Distância Europeu, reclamando, assim, para Portugal o papel de liderança na Europa no sector de Ensino a Distância;

  • • Trasformar-se numa Universidade Virtual, de acesso global. Deste modo a Universidade Aberta constituirá uma promotora da inclusão digital de mais de uma dezena de milhar de falantes da Língua Portuguesa.

 Para que estas metas sejam atingidas a Universidade Aberta definiu seis grandes objectivos estratégicos:



  • Desenvolver a qualidade pedagógica;

  • Aperfeiçoar os sistemas de interface;

  • Diversificar a oferta de serviços;

  • Re-identificar a comunidade académica;

  • Re-ligar a Universidade ao meio de inserção;

  • Internacionalizar a I&D em Ensino a Distância.

Eu diria, para terminar este breve apontamento, que a Universidade Aberta também já faz parte do património universitário português, ainda que por vezes menos lembrada, ela existe, e é agora, neste momento concreto por que passam as universidades portuguesas, que precisa de mostrar o seu valor.


(Ver: Reformar a Educação Superior em http://jvcosta.planetaclix.pt/apontamentos.html )



publicado por albardeiro às 16:07
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