Albardas e Alforges... nunca vi nada assim! Minto... já vi!
Domingo, 15 de Agosto de 2004
Poesia para o nosso 1º Ministro (continuação)

Parte VIII


Diogo Fogaça é um dos poetas da família Fogaça, colaborador do Cancioneiro que estava presente aquando do falecimento do infante D. João. Na sua reduzida produção compilada por Garcia de Resende, Diogo Fogaça revela um talento fora de comum, mais dado ao sarcasmo do que ao lirismo de cunho amoroso. Na história que se segue, Diogo Fogaça conta a história de uma mulher gorda que, ao encostar-se a ele, fez com que ambos caissem...

Que gentil feição de damas,
não sei como vo-lo diga,
que tudo é cu e mamas
e barriga.


As mamas dão pelo ventre,
o ventre pelos joelhos,
e do cu até aos artelhos
gordura sobresselente.
Arrenego de tais damas,
é forçado que o diga,
porque tudo é cu e mamas
e barriga.

Corrigiram-na mui bem,
pero foi com muita pena,
porque lhe fizeram querena
no rio de Sacavém.
Revolta de ambas as camas,
isto com muita fadiga,
porque tudo é cu e mamas
e barriga.

Corrigiram-lhe o costado,
mas a quilha ficou podre.
Remendaram-lhe com um odre
do avesso tosquiado.
E com três peles de gamas,
muita estopa de estriga,
porque tudo é cu e mamas
e barriga.

Não prestou calafetar,
porque faz água profundo,
já não há crespim no mundo
que lha pudesse vedar.
Ao diabo dou tais damas,
é forçado que o diga,
porque tudo é cu e mamas
e barriga.

Mas quebraram-lhe as estoras,
encostou-se sobre mim,
teve debaixo crespim
bem acerca de três horas.
Já renegava das damas,
saio com muita fadiga
debaixo de cu e mamas
e barriga.


 


Julga-se ter nascido Fernão Silveira, em 1436, uma vez que já são conhecidas composições suas de 1451. Morreu em Évora em 1493. Apaixonou-se por D. Isabel Henriques, com quem casou, tendo sido esta a musa de muitas das suas trovas. Na trova que aqui se inclui, o poeta tira partido burlesco de um episódio em que se encontra envolvido D. Rodrigo de Castro (outro poeta do Cancioneiro Geral), surpreendido com uma impetuosa dama. D. Rodrigo responde-lhe na mesma moeda.

Pois medistes assim crua
a sua língua com a vossa,
dizei-nos qual é mais grossa,
se a vossa, se a sua.
Também queremos saber
até onde foi metida,
e qual era mais comprida,
mais solta no remexer.
Se veio tal falcatrua
por sua parte ou por vossa,
nos dizei qual é mais grossa,
se a vossa, se a sua.

resposta de D. Rodrigo

Mais comprida e mais delgada
achei a sua que a minha,
porque toda a campainha
me deixou escalavrada.
E fez-se tão grandes brigas
nos queixais,
que mos não fizera tais
um grande molho de urtigas

Eu disse-lhe: "Tem-te perra,
não metais assim de ponta
a língua, que tanto monta
como ós da boca em terra,
fazei conta."
Dizia: "Mano deixai-me
enquanto tenho lugar."
E eu bradava: "Soltai-me,
deixai-me resfolegar,
que me quereis afogar."


 


Agora vamos descansar uma migalhota! Continuaremos, um dia destes, com o Alentejo...



publicado por albardeiro às 18:17
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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004
Poesia para o nosso 1º Ministro (continuação)

Parte VII


 


Martim Moxa viveu na segunda metade do séc. XIII. O mais natural é ter sido clérigo, o que torna ainda mais interessante a cantiga intitulada "Esta cantiga fez Martim a si mesmo". Não só era um clérigo amante dos prazeres da carne, como o admitia abertamente através de cantigas auto-críticas, enquanto que os restantes trovadores apenas tinham por hábito atingir outros trovadores.

Esta cantiga fez Martim a si mesmo


A Martim Moxa, aviltam as gentes.
Não lhe perdoam que tenha casado.
Dizem-no, porém, só os maldizentes,
pois nunca se esquece que foi ordenado,
e vêem-no capa de coro trazer.
Mas os que lhe buscam mal por foder,
jejuar não vão pelo seu pecado.

Dos loucos que falam do seu indecoro,
sei que o não fazem senão por malícia;
pois todos os dias o vêem no coro
vestir uma capa e sobrepeliz.
Melhor fala ele quando assim o diz:
que se por foder ele é pecador,
não serão os outros que lhe farão justiça.


 


CONTINUA (DIZ QUE DISSE)


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publicado por albardeiro às 22:37
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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2004
Poesia para o nosso 1º Ministro (continuação)

Parte VI


 


Pero Garcia, também chamado Burgalês por ser natural de Burgos, frequentou (tal como João Garcia Guilhade, a corte de Afonso III e também a de Afonso, o Sábio. Na seguinte sátira da sua autoria, o alvo trata-se de Maria Negra, no qual o poeta troça dos seus hábitos sexuais prolíficos, mesmo apesar de achar que Maria já não possui idade para isso. Conta-se que os hábitos sexuais de Maria Negra devam ter servido de motivo de chacota para bastantes mais trovadores, que lhe dedicaram 16 cantigas diferentes! (coitadita...)

Cantiga de Escárnio

Maria Negra, desventurada
é por muitas piças comprar,
que na mão lhe não querem durar
e cedo morrem à malfadada.
Um membro grande que comprou,
ao serão, ontem, o esfolou.
Mas outra tem, já amormada.

Ficou a pobre arruinada
por comprar piças. Que desventura!
Piça que compra pouco lhe dura.
Mal a mete na sua pousada
quer que ali morra de pulmoeira
ou torcilhão; doutra maneira
Maria Negra fica aguada.

Já dos seus bens está minguada
de tantas piças no ano perder,
que compra caras e vê morrer
pela humidade de casa molhada,
a estrebaria em que as afunda.
Tantas lhe morrem, que a velha imunda
por piças berra na terra deitada.


 


CONTINUA (DIZ QUE DISSE)


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Segunda-feira, 9 de Agosto de 2004
Poesia para o nosso 1º Ministro (continuação)

Parte V


 


João Garcia é um dos trovadores mais prolíficos e originais do Cancioneiro galego-português. Foi cavaleiro e frequentou a corte de Afonso III. Em grande parte das suas canções, João Garcia deixa transparecer, com um alegre impudor, a obsessão que sente pela mulher do jogral Martim. São duas dessas canções que são aqui apresentadas.


 


Cantiga de Maldizer

Martim jogral, que defeita,
sempre convosco se deita
vossa mulher!


 


Vedes-me andar suspirando;
e vós deitado, gozando
vossa mulher!


 


Do meu mal não vos doeis;
morro eu e vós fodeis
vossa mulher!


 


Cantiga de Maldizer

Nunca tal pulhice vi
como esta que um infanção
me faz; com indignação
a todos dizer ouvi.
O infanção, quando quer,
vai para a cama com a mulher
e nem se lembra de mim.


Nunca receio terá
de mim, que vota ao desdém.
À mulher, a quem quer bem,
sempre filhos lhe fará;
e seus, com desplante diz,
serem os três filhos que fiz.
Leve o demo o que me dá!


Folga ele e penso eu.
Não sei de dor semelhante;
deita-se com a minha amante
no leito que diz que é seu
e fica a dormir em paz.
E se filho ou filha faz
não reconhece que é meu.


CONTINUA (DIZ QUE DISSE)


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Domingo, 8 de Agosto de 2004
Poesia para o nosso 1º Ministro (continuação)

Não estou só...


A Ana Sá Lopes, hoje no Público, dá voz à “Vanessa”.


“Aproveitei e fiz uma quadrazinha que aqui te deixo, com um beijo, votos de bom governo e cuidado com os maus:


Santana sozinho na serra


a olhar a dor na nossa terra


é a guerra é a guerra


quem ganha é quem não emperra”.


 


Parte IV


 


Pero da Ponte era galego, provavelmente de Pontevedra. Frequentou a corte de Afonso X e, provavelmente, a de Jaime I de Aragão. Escreveu nos três géneros (cantigas de amigo, escárnio e maldizer) cerca de 53 cantigas que demonstram o seu talento incomum e o colocam muito à frente do seu tempo.
A sua intimidade com Afonso de Coton, bem como as alusões frequentes que faz hábitos de alcoolismo de Afonso X, dão-nos a entender que ele próprio seria frequentador destes mesmos hábitos e da vida boémia em geral.

Cantiga de Escárnio e Maldizer
(esta cantiga trata-se de uma provocação a D. Bernaldo por este se ter apaixonado, na sua velhice, por uma dita "mulher de vida fácil")

Dom Bernaldo, pois trazeis
convosco uma tal mulher,
a pior que conheceis,
que se o alguazil souber,
açoitá-la quererá.
A puta queixar-se-á
e vós, assanhar-vos-eis.

Mas vós que tudo entendeis,
quanto um bom segrel entende,
por que demónio viveis
com uma puta que se vende?
Porque, vede o que fará:
alguma vos pregará,
de que vergonha tereis.

E depois, o que fareis
se alguém a El-Rei contar
a mulher com quem viveis
e ele a quiser justiçar?
Se nem Deus lhe valerá,
muitos vos molestará,
pois valer-lhe não podeis.

E nem vos apercebeis
que se ela tiver um filho,
andando, como sabeis,
com o primeiro maltrapilho,
o que receio para já,
de vós se suspeitará
que no filho parte haveis.

(esta segunda cantiga de Maldizer relata uma história, entredentes, em que Pero da Ponte terá sido supostamente atacado por dois homossexuais que o tentaram violar, uma vez que ele desprezava todo e qualquer homossexual.)

Porque mal digo, como homem fodilhão,
o mais que posso destes invertidos,
contra eles trovando e seus maridos,
quis um deles deixar-me em grande espanto:
topou comigo e sobraçando o manto
quis em mim espetar o caralhão.

Porque lhes faço versos e canções
nas quais, quanto mais posso, escarnecendo
vou desses putos que se vão fodendo,
um deles, que de noite me agarrou,
quis meter-me o caralho, mas errou
e lançou sobre mim os seus colhões.


 (DIZ QUE DISSE)


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Sexta-feira, 6 de Agosto de 2004
Poesia para o nosso 1º Ministro (continuação)

Parte III


Afonso Eanes de Coton floresceu nos últimos tempos do reinado de D. Fernando III e nos primeiros do seu filho, tendo frequentado a corte dos dois monarcas. Cultivou quase exclusivamente a sátira, na qual nos deixou treze cantigas que lhe são atribuídas e que são demonstrativas da vida de tabernário e frequentador de mulheres fáceis, como se costumava dizer.
Na realidade, as suas deliciosas cantigas de escárnio e maldizer falam por si.

Cantiga de Maldizer
(esta primeira cantiga é dedicada a Marinha que, segundo a hipótese de Rodrigues Lapa, se trata de Marinha Sabugal que aparece mais de uma vez nos cantares de Coton)


Marinha, o teu folgar
tenho eu por desacertado,
e ando maravilhado
de te não ver rebentar;
pois tapo com esta minha
boca, a tua boca, Marinha;
e com este nariz meu,
tapo eu, Marinha, o teu;
com as mãos te tapo as orelhas,
os olhos e as sobrancelhas,
tapo-te ao primeiro sono;
com a minha piça o teu cono;
e como o não faz nenhum,
com os colhões te tapo o cu.
E não rebentas, Marinha?


(esta outra cantiga é dedicada a Maria Mateu, a quem Afonso Eanes atribui preferências homossexuais, apesar de não estar excluída a hipótese de ter sido esta a mulher a quem se ligou)

Maria Mateu, daqui vou desertar.
De cona não achar o mal me vem.
Aquela que a tem não ma quer dar
e alguém que ma daria não a tem.
Maria Mateu, Maria Mateu,
tão desejosa sois de cona como eu!


Quantas conas foi Deus desperdiçar
quando aqui abundou quem as não quer!
E a outros, fê-las muito desejar:
a mim e a ti, ainda que mulher.
Maria Mateu, Maria Mateu,
tão desejosa sois de cona como eu!


Agradecimentos ao DIZ QUE DISSE


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Desconfio que tresanda a libertinagem...



publicado por albardeiro às 20:41
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Quinta-feira, 5 de Agosto de 2004
Poesia para o nosso 1º Ministro (continuação)

Parte II


 


De acordo com o livro de Natália Correia, bem como a lição de Rodrigues Lapa nas Cantigas de Escárnio e Mal Dizer, não parece haver grande consenso sobre a data em que Martim Soares terá "reinado artisticamente". Se a História de Portugal nos autoriza a localizá-lo entre 1241 e 1244, outros dados indicam que terá cantado a D. Maria Garcês em 1236.
Na realidade, as suas deliciosas cantigas de escárnio e maldizer falam por si.


 


(esta cantiga terá sido dedicada a Afonso Eanes de Coton, em que Martim Soares, referindo-se na primeira pessoa, apontava os defeitos que afamavam Afonso Eanes de Coton...)

Meu Nosso Senhor, ando eu molestado
com todos os vícios que me foste dar.
Sou dos putanheiros o mais porfiado;
não menos me apraz os dados jogar;
e é grande o prazer que sinto em errar
por estas vielas, do mundo apartado.

Se de melhor vida fora venturoso,
lograra mais preço e mais honras ter.
Mas deste foder mais me apraz o gozo;
e o destas tabernas, e o deste beber.
Já que outra virtude não posso valer,
valha-me viver contente e viçoso.

Se não valho nada e não alimento
esperança de alguma virtude alcançar,
não quero perder este arreitamento,
tão pouco estas putas e este disputar.
Por outras fronteiras não quero eu andar,
trocando o meu viço por agastamento.

E muitos mais vícios acrescentaria,
que cúmplices são do meu desmerecer.
Nunca frequentei a tafularia (jogo),
sem ali desordens, distúrbios fazer;
e, cobardemente, ponho-me a mexer
buscando agasalho entre a putaria.

Quando consolado de muito gozar,
merendo, e, depois, ponho-me a caminho,
aí deixo as putas meus vícios gabar,
louvando-me as manhas e o descaminho.


 


 


CONTINUA


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publicado por albardeiro às 17:40
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Poesia para o nosso 1º Ministro

Parte I


A ideia veio no seguimento do texto acetoso que a Filomena Mónica teve a gentileza de nos brindar, hoje (Público), sobre o nosso Primeiro dos ministros. O Aleixo teria dito ao Lopes:


Não vás contar a ninguém


as histórias que não sabes;


nem assim entrarás bem


no lugar em que não cabes.


Depois deste desvio (ou desvario), isto acontece por “defeito” de hábitos, deve-se fazer uma pequena introdução ao tema, desconfio que seja um pouco académica...! Sim, estas coisas tem a sua dignidade e merecem... se tiverem a paciência de chegar ao fim, não serão defraudados! 


(A poesia erótica no nosso Cancioneiro dedicada ao LOPES que é o Primeiro...)


Tanto paleio... pronto! Pronto... cá vai, um pouco de História nunca fez mal... O proibido é, provavelmente, um reflexo do domínio do religioso sobre o público e o privado. A mitologia ocidental está cheia de personagens em que se associam sexo, amor, erotismo e alguma libertinagem; e na Bíblia, o que não falta são passagens que deixariam muitos líderes religiosos ruborizados, se lessem o texto sagrado com o olhar desarmado. Para encalmar ainda mais o tema (digo eu), existe a tradição de mulheres dominadoras, históricas e míticas, que utilizaram o sexo como instrumento de poder, como Afrodite, Cleópatra, Salomé, Messalina. Diante delas, o imaginário viril masculino criou o seu contraponto no herói amoroso, símbolo do individualismo machista, que transita entre o erótico e o pornográfico, fragmentado numa dupla personalidade.


Mas houve um período, o século XVIII europeu, em que amor e sexo estavam associados à reforma política, e a inspiração filosófica centrava-se no libertino, modelo de pensadores e artistas como Diderot e Laclos. No século XX, com o advento da psicanálise, o amor adquiriu a fama de ter-se libertado dos tabus e preconceitos formados ao longo da história. Produziu-se vasta literatura, em que é possível consultar de Freud a Jung, de Denis de Rougemont a Michel Foucault, para explicar o erotismo, a sexualidade, a pornografia.


Deve-se recordar (veja-se a Antologia pornográfica: de Gregório de Mattos a Glauco Mattoso, org. de Alexei Bueno, publicado pela editora Nova Fronteira do Rio de Janeiro) que a literatura de língua portuguesa tem longa tradição na presença do erótico e do pornográfico entre os seus melhores cultores. Basta consultar o livro Cantigas d'escarnio e de mal dizer dos cancioneiros medievais galaico-portugueses, de Rodrigues Lapa, para se encontrar grande número de poemas impudicos, que iam do Rei Sábio, Afonso X, ao trovador Afonso Eanes do Coton, que descrevem o sexo sem nenhum acanhamento, misturando o sagrado e o profano, numa mostra da liberdade de costumes da época.


A partir da Renascença, com Gil Vicente e Luís de Camões, até ao século XX, com António Botto e David Mourão-Ferreira, o deus Eros esteve sempre presente na sua forma mais crua na pena de autores portugueses, conforme se pode verificar na clássica Antologia de poesia portuguesa erótica e satírica, organizada por Natália Correia, nos anos 60.


 


Depois disto tudo, tenho sérias dúvidas se o Lopes merece tanta cerimónia... agora, agora..., tenho que acabar... o melhor vem a seguir! Falta dizer que a apresentação/divulgação da poesia erótica e satírica deve-se, em grande parte, à recolha feita pela equipa do DIZ QUE DISSE. Deste modo (e neste jeito), o ALBARDEIRO fica muito agradecido a este esplendor de textos em língua portuguesa.


 


Texto primeiro para o Primeiro...


Joguete Direito
(esta cantiga terá sido dedicada a Pero Rodrigues Grongelete, uma vez que constava que a sua mulher lhe era infiel...)
Pero Rodrigues, da vossa mulher,

não acrediteis no mal que vos digam.
Tenho eu a certeza que muito vos quer.
Quem tal não disser quer fazer intriga.
Sabei que outro dia quando eu a fodia,
enquanto gozava, pelo que dizia,
muito me mostrava que era vossa amiga.

Se vos deu o céu mulher tão leal,
que vos não agaste qualquer picardia,
pois mente quem dela vos for dizer mal.
Sabei que lhe ouvi jurar outro dia
que vos estimava mais do que a ninguém;
e para mostrar quanto vos quer bem,
fodendo comigo assim me dizia.


 


CONTINUA


Tresanda a libertinagem...  isto é só uma amostra!



publicado por albardeiro às 17:38
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